Iniciada a 3ª Caravana

O prefeito Toninho Belão (PSC), de Novo Horizonte, declarou, durante a Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania, que fez muito para dar vida digna às pessoas com deficiência, em sua cidade, e que “pretendo fazer muito mais ainda, diante do que aprendi nessa caravana. Novo Horizonte está em festas, no dia de hoje. E pode ter certeza – disse o prefeito dirigindo-se ao secretário adjunto Marco Pellegrini – quem está aqui, são as pessoas que realmente precisavam estar aqui”. Belão disse que há 30 anos, ele e um grupo de pessoas dedicadas, fundaram a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais. “Hoje, com piscina aquecida, ela é modelo para a região”, afirmou para um público, que representou 16 municípios, com cerca de 180 participantes.

Na mesma linha o deputado Itamar Borges, disse que sua luta, como deputado e como coordenador da Frente Parlamentar do Turismo, é olhar para “as pessoas que precisam e que não são ainda observadas pelos princípios constitucionais”. “Cada vez mais o turismo acessível se faz obrigatório, diante de um público brasileiro de mais de 42 milhões de pessoas, disse Itamar Borges, cumprimentando o governador Geraldo Alckmin, pela criação do município de “Interesse Turístico”, pela Via Rápida do Emprego e pela caravana ao “lado da destemida secretária Linamara Rizzo Battistella”, afirmou.

O secretário adjunto da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Pelegrini, destacou que o Brasil sem características inigualáveis e diferentes de outros países na questão de superar barreiras de preconceito.  “Foi assim com a escravidão e está sendo assim para com as pessoas com deficiência”. “Avançamos muito – diz ele – graças ao apoio das instituições e entidades de inclusão. Disse que a Rede Lucy Montoro, um hospital de reabilitação, é a maior rede do mundo. “Hoje, São Paulo, tem 100% de metrô acessível. “Muitos sonharam isso e lutaram por isso e muitos estão lutando. Poderão não ver as conquistas, mas todos saberão de suas incansáveis lutas”, destacou Marco Pellegrini.

RESULTADOS SENTIDOS

Pellegrini disse que os resultados das duas caravanas anteriores já estão sendo catalogados. “Basta ver onde tem conselhos formados e onde as leis em favo r do nosso público estão em execução, e aí veremos as regiões que percorremos em 2010 e 2011”.

A responsável pelo PADEF – da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho – Marinalva Cruz desenhou o trabalho que a pasta desenvolve na linha de assessorar as pessoas com deficiência e aprimorar a empregabilidade

“Foi um grande avanço na área, o que destaca o respeito do Governo do Estado nesse setor”, disse a representante governamental.

Representando os vereadores presentes, participou da mesa de abertura o presidente da Câmara de Taquaritinga, Fran Curti(DEM) e representando os diretores e vereadores da diretoria e do conselho da Uvesp, esteve na sessão solene de abertura, o vereador Marcos Ferreira(PT), de Catanduva.

PALESTRAS

Foram desenvolvidas, ainda, palestras no setor de PARADESPORTO, pelo professor Vanilton Senatori, um dos maiores nomes nessa área. Ações e políticas públicas da Pasta, apresentadas pelo advogado e assessor político da secretaria, Carlos Cruz.

Finalmente, causando emoção e aplausos, a apresentação, sob a orientação de Daniela Auler, o desfile de moda inclusivo, onde participaram pessoas com algum tipo de deficiência.

O presidente da Uvesp, Sebastião Misiara, encerrou o seminário, conclamando a todos para que cobrem dos candidatos à vereador em seus municípios, compromissos com as pessoas que precisam, principalmente na área do respeito à acessibilidade.

O próximo seminário da 3ª Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania, acontece dia 04 de Agosto em Botucatu.

Tratamento de reabilitação proporciona qualidade de vida às pessoas com deficiência física

O último censo de 2010 divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) constata que no Piauí mais de 850 mil pessoas tem algum tipo de deficiência, sendo que cerca de 230 mil apresentam algum tipo de deficiência física e/ou motora.

Michele Costa, 34 anos, sofreu um grave acidente de trânsito, que a deixou sem movimento dos membros inferiores e superiores. “Quando fui prestar socorro a uma vítima de acidente, na estrada, há um ano, um motorista embriagado nos atingiu, éramos eu e um grupo de mais cinco pessoas. Cheguei no Ceir depois da lesão e só mexia os olhos, às vezes eu não consigo acreditar na grande evolução que tive e estou tendo”, lembra Michele.

Após a recuperação das cirurgias, ela foi encaminhada para iniciar o tratamento de reabilitação no Ceir (Centro Integrado de Reabilitação). Após onze meses nas sessões de fisioterapia, terapia ocupacional, arteterapia e hidroginástica, Michele já consegue dar os primeiros passos e voltou a realizar atividades da vida diária que depois do acidente pareciam ser impossíveis, como atender o telefone e pentear os cabelos. Michele comemora cada pequeno novo movimento como a mais nova grande conquista de sua vida.

Além do Ceir oferecer tratamentos multi-terapêuticos nas áreas de reabilitação, também possui um parque industrial da Oficina Ortopédica que produz próteses, órteses, coletes, sapatos ortopédicos, dentre outros meios auxiliares de locomoção, todos disponíveis através de convênio com o SUS, ou seja, gratuito para a população.

O Ceir é o coração da Rede Estadual de Reabilitação, que hoje atende mais de 40 regiões do Piauí e é um projeto do Governo do Estado do Piauí com apoio do Governo Federal, mas é gerenciado por uma organização social sem fins lucrativos, a Associação Reabilitar. Nele, o tratamento de reabilitação física é completo. Não é à toa que o Centro hoje é referência nacional e considerado modelo pelo Ministério da Saúde.

Antônio Gomes sabe bem o que isso significa. Ele não tinha nenhuma deficiência física até os 21 anos de idade. Foi quando apresentou uma doença no sangue, que acarretou a amputação dos membros inferiores e superiores. Ele é natural de Esperantina, cidade localizada a 196 km de Teresina e foi orientado pela Secretaria de Saúde do seu município a procurar os serviços de reabilitação física oferecidos pelo Ceir.

No Ceir, ele recebe tratamento de reabilitação e recebeu próteses produzidas na oficina ortopédica sobe medida para ele. Os equipamentos representam a reconquista de sua independência. “É incrível voltar a caminhar. Parece que minha vida deu um giro de 360º graus e eu posso voltar a fazer muitas das coisas que por muito tempo não pude fazer”, comemora.

Fonte: http://180graus.com/

Exposição no Rio retrata a história das pessoas com deficiência

da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A exposição Para Todos – O Movimento das Pessoas com Deficiência no Brasil vai ser inaugurada hoje (17), na Estação do Teleférico de Bonsucesso, no acesso ao Complexo do Alemão, na capital fluminense.

“O fundamental do movimento das pessoas com deficiência é que ele é uma aula para todos os indivíduos, porque essas pessoas conseguiram sair de uma situação de assistencialismo e viraram protagonistas de sua história. Isso vale para que todos reivindiquem qualquer melhoria em suas vidas, seus direitos. Por isso é importante que ela chegue ao maior número possível de pessoas”, destaca a curadora e jornalista Vera Rotta.

Segundo ela, a mostra foi concebida a partir de um formato universal, para que todas as pessoas, independentemente de terem deficiência, possam usufruir integralmente do conteúdo disponibilizado.

“Nós trabalhamos com todos os recursos de acessibilidade, principalmente na questão dos deficientes visuais. Existem painéis em relevo, sobre os quais tanto as pessoas com deficiência quanto as crianças e pessoas em geral vão poder ter outro tipo de entendimento, não só pela visão, mas também pelo tato e pela audição.”

É a primeira vez que a exposição é feita em uma estação de serviço público de transporte. Com um público de mais de 20 mil visitantes, ela começou em Porto Alegre, esteve em Florianópolis e seguiu para São Paulo. A mostra está detalhada em audioguias e audiodescrição. Serão disponibilizados computadores para o livre acesso a outras mídias, além de um telão, em uma sala de vídeo, onde será exibido um filme sobre o movimento das pessoas com deficiência, com os recursos da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Segundo Vera, foi feita uma uma pesquisa bastante criteriosa. A exposição será disposta em uma linha do tempo, com início na antiguidade, para mostrar como as pessoas com deficiência foram tratadas ao longo dos séculos. Na sequência, será contada de maneira aprofundada como esse movimento se organizou até os dias de hoje.

A exposição vai passar por nove capitais brasileiras. O projeto é financiado pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da Republica (SDH-PR), com apoio da Organização dos Estados Ibero-Americanos. No Rio, ela conta com a parceria da SuperVia, concessionária que administra os trens urbanos no estado, e da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do governo estadual.

Fonte: http://www.gnoticia.com.br

S.O.S. APAE BAURU

Foi muito produtiva a reunião com Dona Olga Bicudo – Presidente da APAE BAURU – que fez questão de explicar as causas que levaram a APAE à situação caótica que se encontra em termos econômicos. Nem precisava, porque é merecedora ela e diretoria de plena e absoluta credibilidade.

Dona Olga Bicudo luta há 36 anos frente a entidade e se emocionou muito ao comentar.

Hoje ela deu uma entrevista à TV Preve e explicou tudo a respeito, não havendo portanto qualquer dúvida a respeito das causas e a hora é de abraçar esta causa.

Muitas sugestões e já agendados dois eventos que contarão com presença de artistas de Bauru e uma peça teatral, além de eventos de iniciativa de casas noturnas e sempre com renda para a APAE.

Importante salientar que em todos os eventos haverá a equipe da APAE colhendo assinaturas para adesão de contribuição mensal a partir de R$ 20,00 (é preciso um bom número de colaboradores para que o custo fixo seja garantido). Trata-se da campanha “Abrace esta causa”.

A entidade precisa, a curto prazo, de R$ 200 mil e várias iniciativas já foram tomadas, provando que o espírito benevolente do bauruense é nítido e constante.

Agora uma reunião de trabalho com SEBES e Secretaria de Cultura será realizada em caráter de urgência, para planejar a série de eventos com base em participação de artistas de Bauru.

Vamos recolher obras de arte que as famílias poderão doar e depois procederemos a venda para reverter renda para a APAE. Aquele quadro de valor que não tem espaço na parede de sua casa, será muito bem vindo.

O grupo que promove tem alto interesse em obras com assinatura de artistas plásticos da cidade para que sejam somados a todos que forem recolhidos para venda e reversão da renda para a APAE BAURU.

Para participar da ação “Abrace esta causa”, contribuindo mensalmente, faça-o pelo sitehttp://www.bauru.apaebrasil.org.br/ (ligue ou mande e-mail).

Mais informações a respeito serão informadas, conforme novidades e veja mais fotos do evento com assinatura da Revista AZ, que sempre está presente em momentos importantes para Bauru.

Fonte: http://www.vivendobauru.com.br

PROGRAMA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DA UNIMED-BH

Um time completo é formado por pessoas diferentes! Pensando nisso, a Unimed-BH dá início ao Programa de Formação Profissional para Pessoas com Deficiência. Faça parte do nosso time! Objetivo do Programa: formar profissionais para desenvolvimento de atividades administrativas, por meio de qualificação técnica. Duração do Programa: três meses, com carga horária de 4h/dia. Para participar você tem três opções: :: cadastrar seu currículo no site www.unimedbh.com.br, no link Trabalhe Conosco ou :: enviá-lo para unimed@gruposelpe.com.br(Informar Indicação OportunidadesBH) ou :: entregá-lo no endereço: Avenida André Cavalcanti, nº 41 – Gutierrez. Conteúdo * Desenvolvimento Pessoal e Valores Exigidos do profissional; * Comportamento Profissional; * Mercado do Trabalho; * Qualidade no Atendimento e Relacionamento Interpessoal; * Língua Portuguesa; * Oratória; * Matemática; * Segurança no Trabalho; * Informática Básica e Funcional; * Gestão de Qualidade Total; * Organização Empresarial e Princípios básicos dos setores, entre outros. Perfil do Profissional * Idade entre 18 a 45 anos (aproximadamente); * Ensino Médio completo; * Pessoas com deficiência. Processo Seletivo * Inscrição; * Entrevista Coletiva; * Avaliação Psicológica e Exames Médicos. OBS: todas as etapas são eliminatórias. Benefícios Bolsa de R$ 376, 84, vale transporte, lanche, Seguro de Vida e assistência médica.

Fonte: http://oportunidadesbh.blogspot.com.br

DIA DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN

Comemora-se em todos os anos em 21 de março o Dia da Criança com síndrome de Down. É uma data especial, como são especiais todas as crianças com a síndrome. Tenho uma neta portadora dessa síndrome que, desde seu nascimento, tornou-se elemento de integração e união da família. Todos têm por ela particular carinho e dedicação, que retribui com sorrisos e gestos de amor.

As crianças com síndrome de Down são naturalmente carinhosas, sem maldade. Hoje, estou convencido de que são mestras involuntárias na arte de gerar solidariedade, altruísmo e valorização da vida naqueles que com elas convivem, pois, se, de um lado, necessitam de mais atenção, fazendo com que os familiares superam divergências e problemas menores, que sempre ocorrem no convívio diário, por outro ensinam que a vida tem momentos difíceis e que nenhuma pessoa é uma entidade isolada. Todos precisamos de todos – e os que mais precisam ensinam a importância da doação aos que menos precisam.

Apesar de ter uma família em que o amor esteve sempre presente entre seus membros (somos 16, entre Ruth, eu, filhos, netos, genro e nora), tenho a certeza de que todos, hoje, somos mais ricos por termos recebido este tesouro de amor, que é Daniela.

Meus netos,quando chegam a sua casa, correm para abraçá-la e para com ela brincar. Ela retribui sempre, com sorrisos e gestos de carinho.

Felizmente, hoje, com todas as novas técnicas de estímulo e educação, cada vez, mais as crianças com Down se integram melhor à sociedade, ensinando-nos também o valor da solidariedade humana. Esta mesma impressão colhi do senador Lindbergh e de sua esposam Maria Antonia Goulart, que têm a alegria de uma filha Down, que amam profundamente. Termino este breve artigo para o jornal do Brasil e o jornal do Interior com o soneto que fiz, no dia de nascimento de Daniela, em 5 de junho de 2010:

 

DANIELA

Ninguém comanda,

Em vida, seu destino.

Por mais que se procure

O próprio rumo,

Nem mesmo os sonhos

Tidos em menino

Não assumi e nem agora assumo.

O senhor, que conduz nossa passagem pela letra, define a curta estrada,

Nós não temos assim qualquer blindagem,

Enquanto estamos nós na caminhada.

Com alegria e dores, Deus oferta

Aquilo que é melhor pra nosso bem,

E mesmo se parece a dose incerta

É sempre D´Ele que esta lição vem.

Querida Daniela, amo-te tanto,

Enquanto a virgem cobre-te

Em seu manto.

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS

 

 

Mercado esta em busca de Pessoas com Deficiência

O mercado de trabalho tem vagas e quer contratar profissionais com deficiência em 2012. Os últimos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), de 2010, do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que havia 44,1 milhões de trabalhadores com carteira assinada até o final daquele ano. Desses, 306 mil foram declarados como pessoas com deficiência, representando apenas 0,7% do total de pessoas com contrato formal de trabalho no período.
O baixo número de deficientes no mercado de trabalho tem dois motivos principais: falta de qualificação profissional e preconceito. Então é hora de se qualificar, e rápido.
Atualmente há pelo menos 580 vagas em São Paulo abertas para quem quer se qualificar gratuitamente e também derrubar a barreira do preconceito.
Os cursos, oferecidos por organizações sem fins lucrativos, fundações e parcerias entre escolas de ensino, empresas e poder público, vão dos básicos de comportamento no meio corporativo até os específicos, como auxiliar de serviços gerais no setor de construção civil e avaliador olfativo, especialização para quem quer trabalhar com perfumes e aromas.
Uma dessas organizações que oferecem mais de 60 cursos é a Avape. As vagas vão se abrindo conforme a demanda por formação, mas há mensalmente pelo menos 200 pessoas com deficiência ingressando nos cursos oferecidos pela entidade em São Paulo.
“Se em pleno 2012 ainda há empresas que têm preconceito em ter essas pessoas em seus quadros de trabalho, imagina se o deficiente não tiver capacitação. Essa pessoa não consegue entrar no mercado de trabalho”, afirma Marcelo Vitoriano, gerente de capacitação e inclusão da Avape.
A entidade trabalha também com cursos customizados, feitos em parceria com outras organizações e empresas. Já houve cursos realizados junto com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com a loja de material de construção C&C e com o hospital A.C. Camargo.
O poder público também tem casos de parceria com empresas e escolas de capacitação profissional para incluir deficientes no mercado de trabalho. Na semana passada, o Centro de Apoio ao Trabalhador (CAT), da Prefeitura de São Paulo, anunciou o trabalho conjunto com a empresa do setor de construção civil WTorre para a formação de 100 deficientes pelo Senai para atuar no ramo, sendo 80 vagas ainda abertas. “Serão formados por um ano e desde o início estão contratados, recebendo salário de R$ 1,1 mil por mês”, afirma Daiane Oliveira de Paula, gerente do programa Inclusão Eficiente da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho.
Olfato – Outra organização que também está com vagas abertas para formação profissional é a Fundação Dorina Nowill, que atende deficientes visuais. Há 40 vagas para informática e 10 para capacitação na área de avaliação olfativa.
“O curso de avaliação olfativa foi uma iniciativa da empresária Tânia Bulhões. Essas pessoas poderão sair daqui e atuar no setor de perfumaria, cosméticos, higiene e até automotivo”, comenta Edson Defendi, coordenador de empregabilidade da Fundação Dorina Nowill.
A primeira turma de avaliação olfativa se forma este mês e deve iniciar um estágio prático em empresas parceiras do projeto.
A dica para o deficiente que quer entrar no mercado é se qualificar. “As pessoas precisam correr atrás para estar melhor preparadas. Não é porque existe a Lei de Cotas (obriga empresas com mais de 100 pessoas a contratar deficientes) que acontecerá uma mágica e terá um emprego”, comenta Vitoriano. mais informações:http://www.fundacaodorina.org.br/
As entidades fazem avaliação do perfil do deficiente para encaixá-lo no setor em que ele melhor se enquadra. Mas curso de informática é básico para todos. E quem estuda línguas, como inglês, consegue se destacar.

Fonte: http://cetspeducacao.blogspot.com.br

Pesquisadores da USP desenvolvem chip para que pessoas com deficiência possam voltar a andar

Em Avatar, filme dirigido por James Cameron, o ex-fuzileiro Jake Sully (interpretado por Sam Worthington) é paraplégico. Mas, quando decide participar do Programa Avatar, suas conexões neurais o conectam a um avatar e então o ex-fuzileiro consegue andar. No filme, isso só ocorre quando o cérebro de Sully consegue controlar, de forma virtual, o seu avatar no belo mundo de Pandora.

No mundo real, apesar de muitos estudos científicos sobre o tema, ainda não é possível fazer uma pessoa com as limitações de Jake Sully voltar a andar. Mas cientistas brasileiros estimam que isso pode começar a ocorrer em 2030. A ideia de pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, é que um chip seja implantado na parte mais externa do córtex cerebral. Quando for ativado, esse dispositivo poderá comandar os movimentos de uma pessoa com deficiência física por meio de um exoesqueleto (espécie de esqueleto artificial feito de metais resistentes).

“À medida que um campo magnético mantido fora da cabeça se aproximasse desse chip, ele iria se energizar e passaria a ler e enviar os comandos do cérebro para fora, utilizando essa mesma energia”, explicou em entrevista à Agência Brasil Mario Alexandre Gazziro, professor do Departamento de Ciência da Computação da USP.

O mecanismo está em estudo por um grupo de pesquisadores de São Carlos, do qual participa Gazziro. A pesquisa está sendo desenvolvida em parceria com a Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, com a participação do professor Stephen Saddow. “Certamente essa é a solução mais promissora para fazer com que, por meio de esqueletos mecânicos ou robotizados, paraplégicos e pessoas com outras deficiências voltem a andar de novo”, disse o professor da USP.

Atualmente, segundo ele, o que existe em termos de experimento nesse sentido é a instalação de eletrodos no cérebro. “O que se faz é colocar o eletrodo dentro do cérebro, diretamente, nos experimentos. Não está disponível comercialmente nem [foi] aprovado pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]”, lembrou Gazziro.

O novo chip, no entanto, funcionaria de forma semelhante ao sistema implantado no personagem Neo, do filme Matrix, mas sem o uso de um fio. “Imagine que aquela conexão na cabeça que é feita neles [personagens do filme] seria feita só de se chegar próximo [à cabeça]. Esta é a nossa proposta: uma interface em que colocamos um chip dentro do cérebro e ‘conversamos’ com o chip só de chegarmos próximo [a ele]”, disse.

Além do chip sem fio, uma condição para que um paraplégico volte a andar, nessa situação, será o desenvolvimento de exoesqueletos. “Precisará ter um exoesqueleto, um esqueleto [robótico] para movimentar perna e braço. Esse exoesqueleto teria uma antena, escondida embaixo do cabelo. O chipseria colocado em uma região específica do córtex. E a pessoa aprenderia a usar aquele membro eletrônico. Seria como aprender a andar de novo”, explicou o professor. Segundo Gazziro, a tecnologia de criação do exoesqueleto está bem encaminhada.

A pesquisa, que será desenvolvida no instituto durante três anos, pretende focar no desenvolvimento de chips sem fio e de baixo consumo. Eles serão feitos com material biocompatível, como o carbeto de silício, que, segundo a equipe de pesquisa coordenada por Saddow, tem a propriedade necessária para desenvolver uma interface cerebral.

“É um chip especificamente desenhado para ser interligado ao córtex motor. O que fazemos aqui é uma complementação do estudo do professor Miguel Nicolelis [que pretende construir um exoesqueleto robótico, comandado diretamente pelo cérebro, para que pessoas com paralisia voltem a andar], que tem conhecimento das pesquisas feitas em São Carlos. O que fazemos é propor uma solução para tirar o fio que atualmente seria usado em uma interface cerebral”, disse o professor.

O estudo está dividido em duas partes. A primeira aborda a questão da biocompatibilidade, que já foi resolvida pela universidade norte-americana. A outra, considerada um gargalo no mundo científico, trata da redução do consumo de energia pelo chip, o que ficará a cargo dos pesquisadores da USP. “Em parceria com o pessoal do sul da Flórida, estamos desenvolvendo novas técnicas para baixar o consumo do chip de forma que, nos próximos quatro ou cinco anos, consigamos ter um com pouca energia conseguindo funcionar dentro do cérebro”, disse o professor.

Depois de desenvolvido, o chip de baixo consumo será testado em ratos. “Nossa estimativa é que isso [implantar o chip em ser humano com sucesso] possa vir a se tornar corriqueiro no dia a dia em torno de 2030. O processo de validação para humanos leva mais de dez anos. Estamos com o plano de terminar nossos chips entre 2018 e 2020. A partir daí, serão mais dez anos de estudos clínicos para poder validar para uso comercial”, explicou.

O estudo, denominado Interface Neural Implantável, foi aprovado pelo programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, e tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “Atualmente temos R$ 250 mil, que acabaram de ser aprovados. E estamos pleiteando mais R$ 2 milhões nos próximos anos. Mas, como vamos usar a fábrica de chip experimental da Flórida, esses R$ 250 mil já vão ser suficientes para fazer os primeiros. Não estamos com carência de recursos. Para cumprir essa meta para os primeiros chips, esse orçamento já cobre. Mas estamos pedindo mais orçamento para aprimorar e construir processos de fabricação industrial aqui”, disse Gazziro.

Além de possibilitar que, no futuro, pessoas com deficiência possam voltar a andar, o projeto pretende impulsionar a pesquisa e a indústria nacional. “Se esse projeto for bem administrado, mantendo a propriedade intelectual e fazendo a transferência para a indústria, ajudará não só as pessoas, mas a indústria médica no país. O interessante seria dar incentivo para que empresas nacionais, via incubadoras, fabricassem esses sistemas, podendo gerar renda [para o país]”, destacou o professor.

Elaine Patricia Cruz

Fonte: Agencia Brasil

Maranhão – Pessoas com mobilidade reduzida lutam por oportunidades de trabalho

Em Caxias, pessoas superam as dificuldades e se destacam.
Segundo psicólogos, autoestima é fundamental.

Muitas pessoas que estão em busca de um lugar no mercado de trabalho, mas tem mobilidade reduzida. Em Caxias, o exemplo de gente que porta alguma deficiência física ou idosos que estão em plena busca de emprego ou que já conseguiram uma vaga.

Muitos dos problemas enfrentados por pessoas com deficiência têm origem na falta de acessibilidade. Como ir ao trabalho ou frequentar a escola sem transporte adequado e obstáculos nas ruas e calçadas?

Mas as barreiras para entrar no mercado de trabalho, mesmo havendo cotas que obrigam as empresas a contratar pessoas com deficiência, vão além da falta de acessibilidade, o psicológico é determinante e ai que entra a autoestima.

Madalena e Kessilene têm muito em comum. As duas trabalham na mesma empresa, quando crianças forma vítimas da paralisia infantil e não deixaram o preconceito se sobrepor a vontade de ser uma pessoa produtiva. A consultora em Recursos Humanos, Rejane Sousa falou sobre os desafios das pessoas com mobilidade reduzida. “Existem três barreiras: as estruturais, as educacionais e as sociais. A mais importante é a barreira estrutural, a empresa precisa ter uma estrutura para receber esse profissional, as pessoas precisam ter um apoio e ser preparadas para receber esse profissional com mobilidade reduzida, porque eles encontram discriminação”, afirmou.

“Existem mais vagas por conta do crescimento da indústria. A partir de cem funcionários numa empresa já é determinado uma cota para pessoas com deficiência, mas muita gente ainda fica de fora do mercado. As pessoas estão buscando se preparar e não estão mas dependendo apenas de um benefício, eles demosntram um potencial”, esclareceu.

Fonte:http://g1.globo.com

Intersetorialidade permeia discussões sobre políticas públicas para pessoas com deficiências

Da Redação

A intersetorialidade para o atendimento das pessoas com deficiência em Cuiabá irá permear as discussões propostas pelo “Seminário Políticas Públicas para Pessoa com Deficiência”, que será realizado nesta quinta-feira (12-07), em Cuiabá. O evento, promovido pela Secretaria de Assistência Social e de Desenvolvimento Humano de Cuiabá, será realizado das 8h00 às 17h00, no Hotel Fazenda Mato Grosso.

O Sistema Único de Assistência Social (SUAS), a assistência da saúde a pessoa com deficiência, a inclusão social, as salas de recursos multifuncionais, as políticas públicas e os serviços ofertados pelo Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (CRIDAC), os direitos e o acesso às políticas de proteção social e acessibilidade são temas que compõem o ciclo de debates.

Os 13 Centros de Referência e Assistência Social (CRAS), instalados em áreas com maiores índices de vulnerabilidade e risco social, oferecem a prestação de serviços e programas socioassistenciais de proteção social básica, promovendo a inclusão e acesso a cursos profissionalizantes para pessoas portadoras de deficiência.

Além desse trabalho, a Secretaria de Assistência disponibilizou cursos profissionalizantes em parceria com Associação dos Surdos e Instituto dos Cegos de Mato Grosso para desenvolvimento de atividades nas áreas de informática básica e intermediária, curso de massagista e de almoxarifado com ênfase em serviços gerais. Por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) também será disponibilizada formação continuada inicial para atendimento específicos das pessoas com deficiência.

O debate tem como proposta subsidiar a formulação de proposições que resultem na melhoria de qualidade de vida e prestação de serviços. Dados do Censo Demográfico 2010, do IBGE, apontam a residência de 128.425 pessoas portadoras de algum tipo de deficiência permanente na capital.

Discussões

Participam dos debates, representantes de 21 instituições de direitos das pessoas com deficiência, da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social, Câmara Municipal de Cuiabá, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Educação, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Instituto Nacional de Seguridade Social, Conselho Estadual de Defesa da Pessoa com Deficiência, Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Conselho Municipal de Assistência Social, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselho Municipal da Pessoa Idosa.

Fonte: http://www.odocumento.com.br