Casal de deficientes visuais também não encontra vaga em creche para filho

 

Casal de deficientes visuais também não encontra vaga em creche para filho

Na edição passada, CIDADÃO trouxe a história da jovem Karen Laís Silva dos Santos, de 15 anos, que até o dia em que começaram as aulas não sabia onde iria estudar.

Na mesma reportagem foi relatado o caso de Diego Lima e sua esposa, que precisavam trabalhar e não conseguiam vaga em creche integral para a filha de três anos. O mesmo drama vive o casal de deficientes visuais Cícera e Cilso.

O filho deles, de apenas 10 meses, continua na fila de espera, fazendo com que os pais fiquem impossibilitados de trabalhar.

Cícera Costa de Araújo perdeu a visão aos 10 anos de idade em decorrência de complicações em uma doença de nascença. No entanto, a cegueira não se tornou um empecilho para ela. Com força de vontade fez vários cursos profissionalizantes, e sempre trabalhou nas mais variadas áreas.

Agora ela iniciou mais um desafio em sua vida. Foi aprovada no vestibular para o curso de psicologia e ganhou uma bolsa para atingir sua meta. Porém, sua deficiência a obriga a procurar a ADVF – Associação de Deficientes Visuais de Fernandópolis -, onde lhe é disponibilizado um professor para transcrição das atividades de sala de aula em braile, sendo que isso ocupa todo o período da tarde.

Durante a manhã, ela e seu marido Cilso André Amarães trabalham na ADVF no setor de telemarketing, obtendo renda para casa. Por enquanto, eles estão conseguindo deixar o pequeno Adilei José, de 10 meses de idade, com parentes, mas não sabem até quando isso irá durar.
“Hoje, por exemplo, (quarta-feira, 29) eu deixei meu filho na casa da minha prima e ele não parava de chorar, então tivemos que buscá-lo. Não podemos ficar sempre deixando ele com os outros. Nossos familiares também têm suas obrigações”, contou o pai da criança.

O casal inscreveu o filho na lista de espera na CEMEI Miguel Risk, que a mais próxima de sua residência, antes do fim do último ano letivo. Até então a criança continua atrás de outros quatro estudantes na fila pela disputa de uma vaga.

“O que ganhamos na ADVF nos ajuda e muito, mas precisamos encontrar empregos para manter nossa casa. Infelizmente ainda há muito preconceito, quando percebem que somos cegos logo recusam nossos currículos. E agora, sem lugar para deixarmos nosso filho fica ainda mais complicado procurar emprego”, explicou Cícera.

 

fonte :http://www.regiaonoroeste.com/

Piso tátil para cegos é ocupado por barracas

Andar pelas ruas de Salvador exige um pouco de paciência do pedestre, que muitas vezes precisa desviar de carros mal estacionados, de entulho e lixo na calçada ou até mesmo de um buraco no meio do caminho. A situação se complica ainda mais para o deficiente visual, quando este precisa se locomover pelas ruas transversais do Centro.

Dentro do processo de revitalização  da área central,  a prefeitura requalificou as ruas transversais que ligam a Carlos Gomes à Avenida Sete de Setembro, já ocupadas por vendedores ambulantes. Mas, ao tentar andar sozinha pela Rua da Forca, a professora Iracema Vilaronga, por exemplo, se deparou com vários obstáculos, correndo risco de sofrer com quedas ou bater a cabeça em algum dos objetos pendurados nas barracas, isto porque grande parte do piso tátil (faixa exclusiva para deficiente visual) da transversal é ocupado por barracas.

“O piso está bom, mas acabei batendo minha cabeça em alguns objetos que estavam no meio da passagem”. Iracema se deparou com diversas barracas de camelô instaladas em cima da passagem exclusiva a deficientes visuais. Essa é uma situação comum no resto da cidade, segundo a professora. “Já aconteceu de eu estar passando pela faixa, pisar em um CD, sem querer, claro, e ainda ser insultada pelo vendedor”, conta.

As faixas deveriam ser exclusivas para as pessoas cegas, que guiam o caminho por onde passa a partir do piso diferenciado, promovendo uma acessibilidade mais segura. Para a professora Iracema, as pessoas precisam se conscientizar mais. Com mestrado em acessibilidade para deficientes físicos, ela acha que a prefeitura poderia organizar melhor os ambulantes. “De nada adianta promover o acesso se existem muitos obstáculos e falta de fiscalização”, afirma.

fonte :http://www.tribunadabahia.com.br/

Aprovada isenção de pedágio para deficientes

menda acatada ontem pela Comissão de Assuntos Econômicos estabelece que o Poder Executivo vai regulamentar o benefício, fixando os critérios para a concessão da gratuidade

Plenário da Comissão de Assuntos Econômicos em sessão que aprovou gratuidade nos pedágios para condutores deficientes Foto: Marcos Oliveira

Os veículos conduzidos pelas pessoas com deficiência poderão ficar isentos do pagamento de pedágio em rodovias. A medida é prevista em projeto de lei (PLS 452/2012) aprovado ontem pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em decisão terminativa.

 

De autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), a proposta recebeu parecer favorável da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Na CAE, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) apresentou relatório a favor do projeto, lido pelo senador Waldemir Moka (PMDB-MS). Emenda apresentada pela relatora remete ao Poder Executivo o regulamento dos termos de concessão do benefício.

O projeto condiciona a isenção ao princípio da preservação do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão de rodovias. Lúcia Vânia observa que, como o projeto não menciona recursos orçamentários para a despesa decorrente, “conclui-se que o benefício seria custeado pelo aumento do valor do pedágio para os demais ­motoristas”.

A relatora na CAE considera necessário impor limite à gratuidade para assegurar viabilidade econômica à proposta. Segundo ela, tal limitação pode se dar em função de fatores como a renda da pessoa com deficiência, o grau de comprometimento da acessibilidade e os recursos médico-hospitalares de que necessita alcançar utilizando a rodovia.

Por considerar a matéria eminentemente técnica e sujeita a atualizações constantes, a relatora não acha conveniente fixar tais parâmetros em lei. Optou por emenda que remete a proposta à regulamentação do Poder Executivo.

Durante a discussão, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) manifestou dúvida quanto à eficácia do projeto, pelo fato de não indicar fonte de recursos para custear o benefício.

Jornal do Senado

(Reprodução autorizada mediante citação do Jornal do Senado)

 

fonte http://www12.senado.gov.br/

Deficiente auditiva reconhece estuprador preso em Lindoeste

Ele foi preso na segunda-feira após abusar de uma grávida

 

O estuprador Edir Carlos dos Santos, 31 anos, fez mais vítimas em Lindoeste.

Na manhã desta quarta-feira (12) uma senhora de 39 anos, deficiente auditiva, esteve na delegacia de Cascavel para fazer o reconhecimento do preso e confirmou ter sido abusada por ele no ano passado.

Edir foi preso em flagrante na segunda-feira (10) pela Polícia Militar de Lindoeste após violentar uma jovem grávida de sete meses. O crime ocorreu na mesma casa onde as agressões contra a deficiente ocorreram no ano passado. A mulher precisou sair da cidade com medo da violência.

Bastante contraditório Edir nega os crimes, mas não sabe afirmar se é inocente ou não.

Uma das vezes em que tentou estuprar a primeira vítima, a mulher se defendeu jogando água quente contra o agressor. Edir tem marcas de queimadura na barriga e apesar dos fatos deu a versão para os ferimentos.

Por motivos de segurança, o homem está em cela separada na cadeia da 15ª SDP.

 

Fonte http://catve.tv/

EMPRESA AMERICANA DESENVOLVE CARRO EXCLUSIVO PARA CADEIRANTES

Uma empresa norte-americana quer ajudar a solucionar um dos maiores problemas de mobilidade para deficientes físicos: o acesso aos carros. A Kenguru, criada pela advogada Stacy Zoern, que é cadeirante, anunciou a versão de produção de um carro elétrico de apenas 2,1 metros de comprimento e 1,5 de altura com capacidade para transportar uma pessoa.

Kenguru, carro para cadeirantes (Foto: Divulgação)

O diferencial em relação aos veículos convencionais é o acesso. Diferente dos carros com venda regular, que passam por uma adaptação para poder receber pessoas com deficiência, o Kenguru foi desenvolvido para acomodar um cadeirante na própria cadeira de rodas. Há apenas uma porta, traseira, que abre para cima, ao mesmo tempo em que surge uma pequena rampa para o embarque. Não há bancos, e o condutor fica na própria cadeira. A abertura da porta é automática, e pode ser feita com um controle.

Kenguru, carro para cadeirantes (Foto: Divulgação)Os comandos no interior são semelhantes aos de uma motocicleta, com acelerador e freios nas mãos e um guidão no lugar do volante. Um pequeno painel do lado direito indica velocidade, nível de bateria e luzes espia. A boa visibilidade é garantida pela grande área envidraçada.

Kenguru, carro para cadeirantes (Foto: Divulgação)

Construído em fibra de vidro, o Kenguru foi desenvolvido para ser um modelo estritamente urbano. “A ideia é permitir que pessoas com deficiência possam se locomover no cotidiano de forma mais prática e independente”, afirma Stacy. Com dois motores elétricos, o carrinho atinge velocidade máxima de 40 km/h e tem pode andar quase 100 km sem precisar ser recarregado.

As vendas ainde devem levar pelo menos um ano para começar, mesmo tempo em que as primeiras unidades estarão prontas. Por enquanto, o preço é de US$ 25 mil, o equivalente a R$ 60 mil. Porém, o valor pode ser reduzido, com incentivos fiscais oferecidos pelo do país. Os interessados já podem reservar o Kenguru, mediante pagamento de US$ 100.

Desenvolvimento
A ideia de desenvolver um veículo próprio para pessoas com deficiência surgiu quando Stacy teve sua van adaptada destruída em um acidente. Como um novo veículo custaria US$ 80 mil, a advogada saiu em busca de alternativas mais baratas.

Encontrou o projeto Kenguru, do húngaro Istvan Kissaroslaki. Ainda em fase de protótipo, o desenvolvimento estava parado em decorrência da crise econômica na Europa. A advogada, então, conseguiu o valor para dar continuidade ao projeto, e transferiu a empresa para o Texas. Kissaroslaki também se mudou para os Estados Unidos, e hoje é um dos responsáveis pelo Kenguru.

Projeto Brasileiro

No Brasil, um grupo de amigos do interior de Santa Catarina também desenvolveu um carro semelhante ao Kenguru, que foi batizado de Pratyko. O objetivo era facilitar a locomoção do cadeirante Marcio Henrique David.

Pratyko, veículo para cadeirantes criado no Brasil (Foto: Divulgação)

O primeiro protótipo ficou pronto em 2010, com uma porta única traseira, elevador para cadeira de rodas e motor de moto de 250 cm³. De lá pra cá, Márcio, e o amigo, Gilberto Mesquita, aprimoraram o Pratyko, conseguindo parcerias com governos e empresas de componentes, como a Weg, para o fornecimento de motores elétricos.

Pratyko, veículo para cadeirantes criado no Brasil (Foto: Divulgação)

“Estamos na fase final de desenvolvimento, já rodamos 3.000 km com o motor elétrico, e a autonomia está entre 60 e 80 km. O desenho será muito diferente do protótipo, mas ainda não está fechado”, afirma Mesquita.

Outra medida necessária é homologar o Pratyko no Denatran, órgão responsável por regulamentar os veículos no Brasil, mas o processo já foi iniciado, diz Mesquita.

A ideia é iniciar a produção do Pratyko ainda em 2014, em Santa Catarina, com preço entre R$ 35.000 e R$ 40.000.

 

Fonte http://www.deficientefisico.com/

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