Faltam escolas para deficientes auditivos

A inclusão social é hoje um dos temas mais debatidos na sociedade. Apesar de aparecerem aqui ou ali alguns avanços, educadores e portadores de deficiência acreditam que muitas barreiras ainda devem ser quebradas no meio social. Uma delas se refere ao acesso de deficientes auditivos, por exemplo, ao aprendizado em alguns escolas e instituições de ensino.

A pedagoga e mestre em educação Telma Franco desenvolveu uma pesquisa de mestrado para mostrar as dificuldades que esse público tem para aprender, devido a falta de ferramentas e recursos suficientes para isso, bem como outros problemas que enfrentam em sociedade.

Para ela, essas dificuldades dizem respeito a falta de intérpretes nas escolas, a falta de professores formados em libras para dar esclarecimentos a respeito dessa linguagem, bem como a presença muito forte de uma cultura que não é visual. Para Luan Carneiro, 17 anos, estudante e portador de deficiência auditiva, ainda é difícil a troca, surdo e ouvinte, por isso muitas dificuldades ainda são encontradas. “Sinto que vou ter muitos problemas quanto a isso, mas quero que essas barreiras sejam sanadas”, declara.

A pesquisa foi realizada durante um ano na Unidade Escolar Matias Olímpio, zona Norte de Teresina, que se destaca no aprendizado para surdos, mas onde também foram encontrados problemas sociais envolvendo os deficientes auditivos, como por exemplo, o bullinyg. “Passamos esse tempo nos envolvendo com eles e confirmamos que existe esse tipo de manifestação. Os mais vistos, são sorrisos, comentários maldosos e a própria negação do outro”, comenta Telma.

Além da escola citada, outros poucos centros dispõem de instrumentos que possam possibilitar o aprendizado. O Piauí, segundo Telma, está bem atrás de ter e oferecer uma modalidade mais avançada, se comparado a outros locais, onde este público possui inúmeras possibilidades.

Um reflexo desta realidade recai sobre o próprio portador da deficiência. Além do preconceito no seio social, muitos não conseguem chegar nem ao ensino superior. Os deficientes visuais ainda tem melhor chance de aprender e fazer cursos superiores do que os deficientes auditivos.

Segundo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em 2010, o Piauí tem uma grande demanda de pessoas com algum tipo de deficiência. Os números chamam atenção e devem alertar governos e autoridades para o conceito de inclusão social.

Os deficientes auditivos representam 42.005 do total da população de Teresina que é 814.230. Já os portadores de deficiência visual estão em maior quantidade. Eles chegam a representar um total de 171.184 ou 21% da população.

No censo foram investigadas ainda as deficiências motoras e mental/intelectual. Conforme a pesquisa em Teresina são 212.243 pessoas com uma das deficiências investigadas (26% da população), sendo 87.135 homens e 125.108 mulheres. Significando que, 71.085 pessoas têm mais de uma deficiência.

Na conclusão de sua pesquisa de mestrado sobre bullinyg, Telma Franco apresenta algumas alternativa para a mudança do quadro encontrado hoje na sociedade. A primeira é a oportunidade da linguagem de libras para todos e depois uma metodologia que valorize o espaço visual.

Também são apresentados, a valorização das libras escritas na redação, a presença de legendas nos filmes conforme a linguagem deste público e a necessidade de o professor ter a capacidade de trabalhar com a questão da escrita em sala de aula.

 

fonte : http://www.jornalista292.com.br/

Centro Integrado de Reabilitação retornará a Altos dia 26 para entrega de equipamentos

A maior parte das solicitações é por cadeiras de rodas, mas o projeto também fornece muletas, órteses, próteses, bengalas, cadeiras de banho, coletes e calçados para diabéticos.

Cerca de 470 meios auxiliares de locomoção solicitados por pessoas com deficiência física que vivem na região de Altos, norte do Piauí, serão entregues no próximo dia 26, quarta-feira, pela equipe do Centro Integrado de Reabilitação (Ceir). Todas as solicitações foram feitas durante os dias de atendimento itinerante do projeto Ceir Móvel na região.

Os produtos serão entregues à população a partir das 9h, no Ginásio Poliesportivo Governador Guilherme Melo, localizado às margens da rodovia BR-316, em Altos. A entrega contemplará também as pessoas que vivem nos municípios de Alto Longá, Beneditinos, Pau D’arco e Prata do Piauí e que foram atendidas durante esta etapa.

O projeto leva profissionais do Ceir às cidades polos do interior para retirar as medidas de quem precisa de algum meio auxiliar de locomoção. A maior parte das solicitações é por cadeiras de rodas, mas o projeto também fornece muletas, órteses, próteses, bengalas, cadeiras de banho, coletes e calçados para diabéticos. Todos os produtos são fabricados sob medida, a maior parte deles na própria Oficina Ortopédica do Ceir, em Teresina.

Após a fabricação e reunião de todos os equipamentos solicitados, a equipe do Ceir volta ao município onde foi realizado o atendimento para fazer as entregas. O paciente não paga nada pelo serviço que é custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com a parceria das prefeituras municipais e do Governo do Estado.

Atendimento em Corrente resultou em 415 solicitações

Durante três dias de atendimento na região de Corrente, extremo Sul do Piauí, a equipe do Ceir Móvel retirou as medidas da população e recebeu 415 solicitações de meios auxiliares de locomoção. O prazo médio para a equipe retornar ao município e entregar os produtos é de três meses.

Os atendimentos do Ceir Móvel na região de Corrente aconteceram entre os dias 11 e 13 de março, na AABB do município. Na oportunidade, foram contemplados, também, os moradores de Cristalândia, Riacho Frio, São Gonçalo do Gurgueia, Sebastião Barros e Parnaguá.

 

fonte: http://www.gp1.com.br/

Estatuto da Pessoa com Deficiência trará punição para gestores públicos

A relatora da proposta, deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), quer que gestor seja processado por improbidade administrativa caso não garanta acessibilidade.

Texto é discutido na Câmara há 14 anos e recebeu cerca de 400 sugestões da população.

O relatório final da proposta de Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 7699/06) deve ser reapresentado no Plenário da Câmara dos Deputados em breve e pode até ser votado em abril, caso a pauta esteja destrancada.

O texto reunirá ideias contidas em quase 300 projetos de lei e 400 sugestões enviadas pela população por meio dos canais de comunicação da Câmara.

Uma das novidades do relatório será a punição para o gestor público que não cumprir as leis de acessibilidade, que inclui o acesso a espaços e equipamentos urbanos, a edifícios, transporte e meios de comunicação.

A relatora, deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), quer que o gestor que não cumpra as regras seja processado por improbidade administrativa.

“O que a gente teve até hoje foi um decreto federal [5296/04] que não estabelece autuação para quem não cumpre a legislação.

Como o estatuto é um projeto de lei, a gente tem essa prerrogativa de colocar formas de autuar. Isso talvez faça uma grande transformação”, afirma Gabrilli, que é tetraplégica.

Outro ponto do relatório deve alterar o Estatuto das Cidades (Lei 10.257/01) para deixar claro que é das prefeituras e não do proprietário do imóvel a responsabilidade pela manutenção das calçadas em boas condições de circulação.

Segundo a deputada, poderá haver convênios do gestor público com o particular, mas a responsabilidade será da administração municipal.

“Hoje, na legislação de todos os municípios do Brasil, o proprietário é o responsável. Por isso que praticamente 99% das calçadas do País são ruins, mesmo para uma pessoa que caminha com autonomia”, aponta.

TCU

A criação de instrumentos para garantir o cumprimento da lei também é uma preocupação do Ministério Público, que promove a campanha “Pela acessibilidade total” para provocar os tribunais de Contas a verificar se as atuais normas de acessibilidade estão sendo cumpridas pelos gestores.

O procurador do Tribunal de Contas da União (TCU), Sérgio Caribé, ressalta a necessidade de o estatuto trazer instrumentos efetivos que obriguem o poder público a garantir a plena acessibilidade.

“Infelizmente, no Brasil, a realidade é de leis que pegam e de leis que não pegam. E tenho muito temor de que o estatuto acabe por não pegar”, diz.

“É importante que a Câmara tenha a preocupação não só com o conteúdo do estatuto, mas também com a previsão de ferramentas que permitam o acompanhamento das ações desenvolvidas pelo poder público e a cobrança para que essas ações sejam efetivamente implementadas”, acrescenta Caribé. (Agência Câmara Notícias)

Fonte :http://www.douradosagora.com.br/

Praia Grande recebe exposição com painel tátil para deficientes visuais

Mostra artística Vi(ver) é gratuita e acontece no Palácio das Artes. A visitação gratuita poderá ser realizada de terça-feira a sábado, sempre das 14 às 18 horas

A Galeria de Artes Nilton Zanotti, em Praia Grande, receberá de 11 de março a 27 de abril a exposição “Vi(ver) – Diálogo Gráfico”, que reúne cerca de 50 produções paulistas contemporâneas feitas com diversas técnicas artísticas como desenho e gravura. A mostra contará também com um painel tátil manipulável, destinado a deficientes visuais e apreciadores em geral. A galeria faz parte do Complexo Cultural Palácio das Artes, localizado na Avenida Presidente Costa e Silva, 1600, Bairro Boqueirão, e a visitação gratuita poderá ser realizada de terça-feira a sábado, sempre das 14 às 18 horas.

Na exposição, o visitante terá contato com as mais diferentes técnicas de gravura em metal, em relevo, monotipia e desenho, além de trabalhos gráficos realizados a partir de modernas ferramentas digitais.

De acordo com um dos curadores da mostra, Hélio Schonmann, o visitante poderá conferir também um painel de matrizes de gravura (como o de xilogravura e stencil) e de estampas, que serão manipulados com auxílio de monitores. “É uma proposta que visa estimular novas formas de leitura da obra gráfica através da fruição gráfica. Além disso, queremos com isso promover a inclusão de pessoas com deficiência visual no riquíssimo universo das linguagens gráficas”.

A partir das sensações originadas pela fruição tátil, os monitores apresentarão aos visitantes noções sobre os diversos processos de gravação e diferentes abordagens gráficas presentes nos trabalhos expostos.

A galeria faz parte do Complexo Cultural Palácio das Artes, e a visitação é gratuita (Foto: Divulgação/Facebook)

A galeria faz parte do Complexo Cultural Palácio das Artes, e a visitação é gratuita (Foto: Divulgação/Facebook)

 

A exposição faz parte do ciclo Vi(ver), que percorre ao longo de 2014 sete municípios paulistas. O evento é uma realização da Casa de Gravura de São Paulo e conta com o apoio da Prefeitura de Praia Grande e da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo através do Programa de Ação Cultural.

Visitas monitoradas podem ser agendadas através do telefone 3496-5707. E outras informações sobre a mostra podem ser conferidas no site www.viverolocal.blogspot.com.br.

Encontro com artistas

No dia 21 de março, às 19 horas, artistas com obras expostas na exposição realizarão uma roda de conversas com o público em geral para discutir a temática e tirar dúvidas dos presentes. O evento será gratuito e acontecerá na Galeria Nilton Zanotti.

 

fonte :http://www.diariodolitoral.com.br/

 

STF aceita petições em papel para inclusão de deficientes visuais

Acompanhada do cão-guia, a advogada Deborah Prates, 50 anos, foi recebida pelo presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que lhe garantiu a possibilidade de apresentar petições em papel. Cega, a advogada contou ao Correio que estava impossibilitada de exercer a profissão, uma vez que a maior parte dos tribunais aceita somente petições eletrônicas. Ela enfrentou uma longa batalha até conquistar o direito de protocolar processos em meio compatível com a deficiência visual. Deborah alertou que não consegue manusear o Processo Judicial Eletrônico, pelo fato de o sistema ser incompatível com o software utilizado por cegos para a “leitura”.
Em um pedido inicial apresentado no ano passado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a advogada viu o presidente do órgão e do STF, Joaquim Barbosa, rejeitar pleito, sob o argumento de que não havia no pedido “perigo de dano irreparável ou de difícil reparação”. Na decisão de novembro, o ministro suspendeu a análise, sob o argumento de que tramita no CNJ outro pedido semelhante, apresentado pela OAB.
Deborah Prates então recorreu ao Supremo. Lewandowski analisou o mandado de segurança e atendeu ontem ao pedido formulado pela advogada que atua no Rio de Janeiro, um dia depois de ela vir a Brasília. Deborah relata que se sentia “banida” da advocacia, depois de vários “nãos” que recebeu inicialmente.
“A exigibilidade de peticionamento eletrônico como única forma de acesso ao Poder Judiciário, sem que os sistemas tenham sido elaborados com base nas normas internacionais de acessibilidade web, impede o livre exercício profissional da impetrante”, destaca Lewandowski. “Isso posto, defiro o pedido liminar a fim de determinar ao CNJ que assegure à impetrante o direito de peticionar fisicamente nos órgãos do Poder Judiciário, a exemplo do que ocorre com os habeas corpus, até que o processo judicial eletrônico seja desenvolvido de acordo com os padrões internacionais de acessibilidade”, acrescenta o ministro na decisão.
fonte:http://desenv.oabrj.org.br/
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